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Faz de conta

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Ilha Grande o paraíso do faz de conta.

Terra habitada por alguém governada por ninguém. Um palco perfeito para as falsas promessas. Dizem: "Agora vai mudar", mas aqui, quem tem, tem, e quem não tem, fica zen, ou seja, fica sem.

Velho companheiro

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Meu velho companheiro onde você está? Ah, meu amigão, a vida é engraçada e o homem é muito ingrato. Eu estou pelo mundo jogado, amarrado sofrendo num desses cais qualquer, apodrecendo com o meu corpo totalmente envelhecido, coração enfraquecido. Assim eu me sinto de dia levo chicotadas das ondas, de noite sou devorado pelos vermes do mar. Estou cheio de limos pesados sem poder navegar, fico na esperança de que um dia alguém venha me salvar, mesmo que meu corpo fique exposto em algum lugar feito peça de museu para o povo me visitar, e aqueles que comigo viveram aventuras matem suas saudades, e para que o povo, de minha trajetória, possa falar.

Sonhos: pequeninas sementes

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Os mais pequeninos e os mais simples sonhos que brotam silenciosamente dentro de cada criança, são como as pequeninas sementes que semeamos em canteiros e germinam. Mas elas precisam ser cultivadas e estrumadas constantemente em suas raízes hoje, para que cresçam fortalecidas em suas bases e deem bons frutos amanhã. Assim é o ciclo da vida: árvores saudáveis dão bons frutos, árvores doentes dão frutos doentes.

Está de luto

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O Abraão não está de luto apenas hoje, chorando a morte de uma jovem da comunidade. A Vila do Abraão está de luto há muito tempo, chorando o assassinato da paz, do respeito e principalmente do amor.

Essa bactéria destruidora chamada violência se instalou na Vila aos pouco e foi se enraizando, sem se quer ser incomodada, por aqueles que devem proteger os cidadãos. O que prevíamos acabou acontecendo. Em meio a tantas confusões pelas ruas uma vítima fatal.

Silenciou

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A vida e sua faceta.

Abraão.

A bela tarde de um sábado de outono de repente entristeceu. O céu parecia não estar mais azul, o tempo parou, o mar se manifestou, mais um filho a mãe terra, sem explicação, acaba de perder. A família se desesperou, o Abraãozinho chorou, a Ilha Grande lamentou, a sanfona silenciou, "pratas da casa" parou, o jipezinho não mais andou, a velha casa de luto ficou, a ponte não acreditou, os amigos chocados ficaram, o Tenente Loretti órfão ficou, o salão do arrasta pé as portas fechou, até o padroeiro do lugar sentido ficou na igrejinha da comunidade onde sempre tocou, no banquinho  de madeira um vazio foi o que restou. Pelas ruas desertas circulam saudades e lembranças de um nativo que a muitos ajudou. Constantino, mais uma estrela que na terra se apagou, a velha guarda desfalcou, agora brilha em outra dimensão, foi o Rei quem o chamou.